Tomo 1) Vários pontos para a formação de uma opinião, através de questões que, de certa forma responderão por si próprias.
- O efeito provocatório e a tentativa implicita de influenciar um escrutínio já de si bafiento não será também um fake ao serviço do interesse de algumas vontades?
- Será que os detratores de Moore por este ser imaginativo e mentiroso se esqueceram das inverdades e irrealidades de um estado manietado por bastidores indefinidos?
- O que será que Moore pretendia: politica, documentário ou cinema?
- Não será que o cinema e a sua fábrica de ilusões uma mentira?
- O documentário de Allen em Zelig não é uma excelente obra cinematográfica?
- Não será viável em politica qualquer arma, por mais desonesta que seja?
- Será que Moore é desleal por ter usado armas baixas contra Bush?
- E que dizer de Bush após usar todo o tipo de armas, através da propaganda do caos, tão ou mais desonesta?
- Será assim tão imperioso, para análise de 9/11 separar a suas componentes política, documentarista e cinematográfica?
Tomo 2) Michael Moore mostra ser um homem desiludido e usa a sua câmara como espada samurai procurando lutar por novos tempos de paz e de códigos já desconhecidos. A politica assume novas formas, e o carácter intervencionista da obra leva-o ao apontar directo e incisivo das feridas da administração americana actual, urgindo a mudança..
Moore mostra, assim, uma vez mais que não é o seu golo o fazer do cinema a arte que sempre foi. Usa e abusa das suas bobines para mostrar que o seu american way of life já não existe, será que já existiu?
Também não se pretende fazer jornalismo em 9/11, a avaliação dos factos por vezes aparece enevoada, brindando o espectador com um misto de estupefacção e de incredulidade. A parcialidade legítima do realizador, é também prova cabal de que, por vezes, mais importante que o rigor da informação é o divulgar de aspectos, com algum fundo de verdade, da podridão e do maniqueismo do poder norte - americano.
Tomo 3) Copiando a ideia de Moore no início deste seu maravilhoso filme documentário (e sem vergonha de o dizer, que tal como em Bowling for Columbine Michael Moore é um mestre) é uma pena que este seu sonho, de um Al Gore num púlpito de vitória não se tenha concretizado.
Seria perfeito q
ue 9/11, hoje, não significasse nada...
Pretende-se com este texto a defesa de pessoas ou grupos, considerados minorias...
