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Passado mais de um mês lá rumei, com o meu medeia card, para entrar de peito cheio no Inland Empire. Tinha, inclusivamente, jurado a mim mesmo, não mais postar neste blog, antes de tão obrigatório visionamento.
Confesso que me senti mais perdido em lost highway ou em mullhand drive que em Inland Empire, o que não significa ter chegado a conclusões definitivas sobre o que quer que seja. Fica-me a imagem do continuar a percorrer os caminhos das realidades paralelas, dos subconscientes e dos sonhos quer em vida quer para além dela.
Nikki ou Susan são personagens diametralmente opostas que se mexem em universos distintos mas que se tocam constantemente, sempre com Hollywood (eterno bicho papão) como pano e fundo e fazendo a ligação às fábulas dos coelhos gigantes, personificações antigas, bem recicladas, ajudando a criar um ambiente cada vez mais claustrofóbico.
Acredito piamente que cada vez que David Lynch filma as letras de Hollywood parece dizer que não quer estar lá, pois seria fácil demais…
Não quero tornar isto um hábito, mas parece-me interessante dar uma olhadela sobre este texto, made in público… (de notar que não considero correcto chamar de crítica a qualquer coisa que se escreva sobre David Lynch e os seus filmes – colocando os meus ateismos ou agnosticismos à parte, seria como um qualquer sacerdote tecer juízos sobre a actuação de Deus no mundo) ! ! !
Urge reflectir se gostei, se não gostei…
Faltam poucos dias para a estreia de INLAND EMPIRE...
Faltam poucos dias para fruir 3 horas de Laura Dern e de Rabbits...
Faltam poucos dias para partilhar uma sala com pessoas que abanam a cabeça e sopram descontroladamente nos filmes lynchianos...
Faltam poucos dias para ouvir aqueles comentários irritantes, onde se argumenta que David Lynch é muito estranho. São os mesmos que viram Mulholland dr., mas, infelizmente para eles, não têm memória disso. De facto, na altura também já não se recordavam de Lost Highway.
Sugere-se como primeira parte, os 50 minutos de Rabbits. Duvido que alguém se volte a esquecer...
Prólogo Finalmente este ano tive oportunidade de desfrutar do Monstra. Depois do ano passado ter visto por um canudo, a mo(n)stra dos finlandeses, isto com os olhos mais do que penosos, este ano pensei, vou-me divertir à grande com os polacos...
Tomo 1 – Fórum Lisboa: Onda Curta
Á parte dos polacos, foi com grande entusiasmo que assisti à sessão de reposições e retrospectivas daquilo que foi, nos últimos anos, em termos de animação, o brilhante onda curta de João Garção Borges.
Apesar de interessantes e elucidativas, talvez um pouco longas, introduções de João Garção Borges a noite valeu pelas curtas, nacionais e internacionais, que iam desfilando. Saliento, a passagem de A Suspeita na sua versão longa de 25 minutos, brilhante animação, que jamais me cansarei de rever, que conforme o nosso interlocutor, tão bem referiu, apesar de ter ganho o cartoon d’or não chegou à nomeação do Oscares, por factores estranhos, mas facilmente entendíveis, por quem desconfia da máquina de fazer dinheiro que é o cinema. Importante é, que isto não a desvaloriza em nada.
Realce, também, para a fantástica técnica de Abi Feijó em Clandestino e de Regina Pessoa, sua mulher, em A Noite.
Sites importantes - Curtas nacionais: www.curtasmetragens.pt

www.awn.com/filmografo
www.cinemaportugues.net
Tomo 2 – Fórum Lisboa: Curtas de Zbigniev Rybczynski
Primeira parte: STEPS
Não deixou grandes recordações a noite de 19 de Maio, no que diz respeito à Monstra/2006.
Não sei se fiquei chocado, entediado ou deslumbrado ao ver as alucinações digitais que Zbigniev Rybczynski “penetrou” no seio de “O Couraçado de Potenkine”.
Tenho a certeza sim, que este possível deslumbramento não é sinónimo de satisfação cinéfila, nem no seu estado mais puro, nem noutro qualquer.
Numa introdução tão longa quanto enfadonha o seu autor, no seu inglês macarrónico e abafado, ainda nos tentou guiar para dentro da sua obra, mas os resultados deste ensaio com quase vinte anos, visionada á luz dos nossos dias, apenas terá um certo cabimento num ambiente mais académico ou de formação mais técnica, o que não é o meu caso nem o dos meus sofredores amigos, que me acompanharam neste momento tão massacrante.
Segunda parte: The Fourth Dimension
Depois de tamanha adjectivação numa primeira parte, fiquei vazio de recursos para denominar uma contemplativa, mas não mais do que isso, quarta dimensão, construída por exercícios de estilo, de há 20 anos atrás que, à luz dos nossos dias, soam demasiado primários. Eu e a rapaziada, fomos unânimes em concluir que esta obra de 27 minutos, se poderia resumir a 5, sem perda de conteúdo
EpílogoPolacos pouco vi, e do que vi, pouco gostei. Por isso em matéria de animação, resta-nos esperar pelo próximo ano e rezar para que a extensão do CINENIMA, deste ano, nos possa satisfazer em pleno.
Confesso que não vi a mini-série A Cidade do Homens mas depois do fantástico A Cidade de Deus foi com bastante expectativa que escolhi o último feriado para ir ver este regresso de Ralph Fiennes a África. Sentia também alguma apreensão nesta aventura de Fernado Meirelles, será que o homem que despiu as favelas aos olhos do mundo teria coragem, fora do Brasil, para continuar a fazer cinema (de intervenção) a grande nível?Vi e senti um grande filme de vidas e de lugares que de tão distantes que ficam do nosso pensamento se diria que se encontram noutra dimensão. África tal como as favelas são zonas onde as regras são ditadas por interesses e a esperança e a salvação são palavras que não querem dizer nada... Não me posso esquecer que Rachel Weisz, também, regressou a África, desta vez mais a sério...
Eis que finalmente escrevo sobre a melhor adaptação de BD ao cinema...
Esta obra tem uma Jessica Alba que Fantastic Four teve e um Frank Miller atrás das câmaras, que tanta falta fez em Elektra.
Pessoalmente não acho que seja importante adaptar BD ao cinema, aliás na maior parte dos casos acho criminoso, como já referi. Condeno o cinema americano ter ganho este tique de adaptar tudo o que seja Marvel ou DC - vamos rezar para que o Super-Homem que aí vem não seja mais uma matança na praça pública, uma vez que o Homem de Aço já foi suficientemente maltratado no grande ecrâ.
Abre-se uma excepção a este maravilhoso Sin City - b&w até ao fim, com as suas muito expressivas pinceladas de "yellows & reds"...
Sin Cty não ressuscita personagens, mas sim actores, sejam bem vindo de novo ao Cinema Srs Bruce Willis e Mickey Rourke, que as vossas travessias no deserto tenham um interregno neste oásis film noir de início de século.
Antes de mais não gosto do batmobille de Batman Begins...
À parte disto,
este regresso do cavaleiro das trevas (o blog está a ficar cheio de referências a Frank Miller e ainda não falei de "Sin City"...) faz-me lembrar "d'entre les morts" que Hitchcock usou e abusou no seu mais belo filme - "Vertigo": Depois de Joel Schumacher ter assassinado, o seu morcego, no inanarrável e miderável "Batman & Robin" eis que Christopher Nolan resolve fazer o impossível - ressuscitar um defunto...
Não se trata de uma obra prima, nem tão pouco se equipara aos dois primeiros filmes de Tim Burton, mas o ambiente da nova Gothan e os seus habitantes Batman (Bale) e Gordan (Oldman), duas personagens bastante sólidas, vêm trazer uma alma que se tinha perdido há muito nesta série...
Uma palavra final para Liam Neeson, que fica sempre bem.
Já não existem os maravilhosos comics de Stan Lee e de Jack Kirby, ou as histórias, essas sim fantásticas, de John Byrne. Para não falar da passagem das nossas personagens pela série MARVELS.
A Marvel anda a assassinar os seus heróis mais carismáticos e o cinema dá-lhes "a machadada final"...
São muito tristes todas estas mortes anunciadas...
