algumas palavras que me ocorrem

terça-feira, maio 23, 2006

Monstra 2006 – 16 a 21 de Maio

Prólogo

Finalmente este ano tive oportunidade de desfrutar do Monstra. Depois do ano passado ter visto por um canudo, a mo(n)stra dos finlandeses, isto com os olhos mais do que penosos, este ano pensei, vou-me divertir à grande com os polacos...

Tomo 1 – Fórum Lisboa: Onda Curta

Á parte dos polacos, foi com grande entusiasmo que assisti à sessão de reposições e retrospectivas daquilo que foi, nos últimos anos, em termos de animação, o brilhante onda curta de João Garção Borges.

Apesar de interessantes e elucidativas, talvez um pouco longas, introduções de João Garção Borges a noite valeu pelas curtas, nacionais e internacionais, que iam desfilando. Saliento, a passagem de A Suspeita na sua versão longa de 25 minutos, brilhante animação, que jamais me cansarei de rever, que conforme o nosso interlocutor, tão bem referiu, apesar de ter ganho o cartoon d’or não chegou à nomeação do Oscares, por factores estranhos, mas facilmente entendíveis, por quem desconfia da máquina de fazer dinheiro que é o cinema. Importante é, que isto não a desvaloriza em nada.

Realce, também, para a fantástica técnica de Abi Feijó em Clandestino e de Regina Pessoa, sua mulher, em A Noite.

Sites importantes - Curtas nacionais:


www.curtasmetragens.pt











www.awn.com/filmografo







www.cinemaportugues.net













Tomo 2 – Fórum Lisboa: Curtas de Zbigniev Rybczynski

Primeira parte: STEPS
Não deixou grandes recordações a noite de 19 de Maio, no que diz respeito à Monstra/2006.

Não sei se fiquei chocado, entediado ou deslumbrado ao ver as alucinações digitais que Zbigniev Rybczynski “penetrou” no seio de “O Couraçado de Potenkine”.
Tenho a certeza sim, que este possível deslumbramento não é sinónimo de satisfação cinéfila, nem no seu estado mais puro, nem noutro qualquer.

Numa introdução tão longa quanto enfadonha o seu autor, no seu inglês macarrónico e abafado, ainda nos tentou guiar para dentro da sua obra, mas os resultados deste ensaio com quase vinte anos, visionada á luz dos nossos dias, apenas terá um certo cabimento num ambiente mais académico ou de formação mais técnica, o que não é o meu caso nem o dos meus sofredores amigos, que me acompanharam neste momento tão massacrante.


Segunda parte: The Fourth Dimension
Depois de tamanha adjectivação numa primeira parte, fiquei vazio de recursos para denominar uma contemplativa, mas não mais do que isso, quarta dimensão, construída por exercícios de estilo, de há 20 anos atrás que, à luz dos nossos dias, soam demasiado primários. Eu e a rapaziada, fomos unânimes em concluir que esta obra de 27 minutos, se poderia resumir a 5, sem perda de conteúdo


Epílogo


Polacos pouco vi, e do que vi, pouco gostei. Por isso em matéria de animação, resta-nos esperar pelo próximo ano e rezar para que a extensão do CINENIMA, deste ano, nos possa satisfazer em pleno.

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