algumas palavras que me ocorrem

terça-feira, novembro 29, 2005

BD 3 - Batman begins again...

Antes de mais não gosto do batmobille de Batman Begins...

À parte disto,
este regresso do cavaleiro das trevas (o blog está a ficar cheio de referências a Frank Miller e ainda não falei de "Sin City"...) faz-me lembrar "d'entre les morts" que Hitchcock usou e abusou no seu mais belo filme - "Vertigo": Depois de Joel Schumacher ter assassinado, o seu morcego, no inanarrável e miderável "Batman & Robin" eis que Christopher Nolan resolve fazer o impossível - ressuscitar um defunto...

Não se trata de uma obra prima, nem tão pouco se equipara aos dois primeiros filmes de Tim Burton, mas o ambiente da nova Gothan e os seus habitantes Batman (Bale) e Gordan (Oldman), duas personagens bastante sólidas, vêm trazer uma alma que se tinha perdido há muito nesta série...
Uma palavra final para Liam Neeson, que fica sempre bem.

BD 2 - O quarteto que já foi tão fantástico...

Já não existem os maravilhosos comics de Stan Lee e de Jack Kirby, ou as histórias, essas sim fantásticas, de John Byrne. Para não falar da passagem das nossas personagens pela série MARVELS.

A Marvel anda a assassinar os seus heróis mais carismáticos e o cinema dá-lhes "a machadada final"...

São muito tristes todas estas mortes anunciadas...






segunda-feira, novembro 28, 2005

BD 1 - Elektra violada...

Decidi, em tom retrospectivo, dizer algumas palavras sobre todos as adaptações bedéfilas que vi este ano.
Inicio esta epopeia com esta obra do mestre Miller, porque acredito que a partir daqui seja sempre a subir.

Há sempre a hipótese, embora remota, de que as intenções fossem as melhores, mas são estas que superpovoam o inferno!!!

Não tenho muito mais a dizer sobre mais esta mancha negra das adaptações de BD do cinema moderno norte americano.

É caso para dizer, que desta vez, ao contrário de Daredevil, nem Jenifer Garner consegue salvar o filme...

A personagem aparece desajustada da própria realidade de Daredevil, Todos nós conhecemos a "Electra Assassina", mas ao levar isso para a tela soa a tudo a falso e a inverosímel.


O renascer da Aurora

Vi finalmente este Murnau na sua partitura original (a outra fora em Coimbra, seis anos atrás e no TAGV, com música adaptada e "actualizada". Como é óbvio, não agradou a gregos e troianos. Este escriba gostou e é o fica registado em acta!)

Após oito décadas desde a sua criação, vi o cinema no seu esplendor, o que de bonito ele tem para mostrar. É de facto difícil não deixar escapar o cliché, de que já não se fazem filmes como antigamente...
E o que dizer de uma sala de cinema, no século XXI, tão concorrida para admirar esta obra de 1927, tão pura e com tanta força de viver que perdurou até hoje e irá prdurar para sempre!

Que o Nimas seja louvado por nos dar estas alegrias, de ver em grande ecrâ os rostos expressionistas do génio alemão. E que os americanos daquele tempo sejam abençoados por terem investido nesta obra prima...